Filigrana Portuguesa;  a jóia da joalharia Nacional

Filigrana Portuguesa; a jóia da joalharia Nacional

Filigrana portuguesa

Repletas de encanto e simbolismo, as jóias são acessórios que acompanham mulheres ao longo das mais diversas culturas e gerações. A Filigrana Portuguesa surge como a representação perfeita deste simbolismo e da história que uma peça de joalharia pode transportar. Não é por acaso que a Filigrana tem vindo a ganhar popularidade nos últimos anos e cada vez mais espaço nas prateleiras de lojas e ourivesarias por todo o mundo. Na verdade, possuir uma jóia de Filigrana Portuguesa é carregar ao peito um pedaço de tradição da arte nacional e exaltar a cultura do povo lusitano.

O que é a Filigrana Portuguesa? Começamos pelo mais simples: entender o que é, afinal, a Filigrana Portuguesa. Estas peças de joalharia são resultado de um trabalho ornamental minucioso, em que a partir de fios muito finos e pequenas bolinhas de metal, frequentemente em ouro ou prata, se formam desenhos e Padrões O que distingue a Filigrana é precisamente a forma como estes fios de ouro ou prata são trabalhados de forma a criar uma peça muito maior, utilizando apenas calor, sem recorrer a nenhum outro material ou liga. Nenhuma outra arte de joalharia usa uma técnica semelhante e em nenhuma outra se verifica a criação de peças tão grandes e extraordinárias, com tão poucos metais.

 A Filigrana é uma arte passada de geração em geração, por isso esta tradição está muito centralizada em unidades de produção artesanal e oficinas de pequena escala. Hoje, o fabrico da Filigrana Portuguesa concentra-se na região do Minho, estando os centros produtores de melhor qualidade localizados nos arredores do Porto, no concelho de Gondomar, e em Braga, no concelho da Póvoa de Lanhoso, sobretudo na "aldeia do ouro" de Travassos, onde se encontram cerca de vinte pequenas oficinas.

Esta forma de arte tradicional e tão cheia de história nacional tem vindo a ganhar grande protagonismo e esteve até recentemente em destaque a nível internacional devido à série “Casa de Papel” da Netflix. A produtora da série ofereceu a Úrsula Corberó, atriz que representa Tóquio, um coração feito em Gondomar numa destas pequenas e típicas oficinas.

Entre as peças mais famosas de Filigrana Portuguesa estão:

           O Coração de Viana – ao contrário do que muitos pensam, inicialmente não se pretendia que este fosse um símbolo de amor, mas sim de dedicação e culto do Sagrado Coração de Jesus. Terá sido a rainha D. Maria I que, grata pela bênção” de lhe ter sido concedido um filho varão, mandou executar um coração em ouro.
Mas ao longo dos anos, o coração acabou por começar a representar o
amor profano”, símbolo da ligação entre dois seres humanos, e tornou-se tão popular que as linhas e cornucópias do Coração de Viana começaram a ser reproduzidas em lenços e tecidos.
Hoje, este é um dos elementos mais populares e reconhecidos da Filigrana Portuguesa.
 

           Os Brincos Rainha - utilizados pela rainha Maria II e, desde então, popularizados como símbolo de riqueza e status, são conhecidos em algumas zonas do Minho como os brincos “à moda da rainha”, de mulher fidalga” ou de mulher rica”.
Afirma-se que estes são um símbolo da fertilidade feminina, uma vez que têm uma parte redonda com um círculo mais pequeno ligado à peç
a principal - símbolo da ligação do filho ao ventre da mãe. Há ainda quem defenda que a parte inferior do brinco é um triângulo invertido, símbolo feminino da época.

           As Arrecadas – estes começaram por ser os brincos da população mais humilde e que as classes mais privilegiadas começaram a imitar. Remetem para o quarto crescente da lua;

           Os Colares de Contas – ocas por dentro, o que as torna leves, e perfeitamente esféricas. Semelhantes às contas gregas, mas diferenciadas pelo fio em Filigrana e o pequeno ponto no centro.

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